terça-feira, 10 de agosto de 2010

Amar-te



Tão penetrante quanto
Ora seus olhos sobre os meus
Agora doem todas as dores
Agudas, pungentes, dilacerantes
Corpo, ossos, peito
O que mais eu poderia ter feito?

Choro todos os choros
Todos me pertencem
Agonizo todas as angústias
Todas me querem?
Deixo-te de chaga aberta
E sem medicação certa

Fico com os cheiros
Do vermelho que me dói
Do verde que me acalma
Do amarelo que grita
Do preto que me amarga

Da cor da pele
Do negro dos olhos
Do dissabor que me causaste
Da minha vida foste a haste

Feito está, assim o é
Consumado, é fato,
Amor consumido
Palavras sem sentido
Perdidos meus sentidos.

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