terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pequenices

Palavras, mais palavras, pequenas palavras? Talvez.
Por vezes, palavras não demonstram muito, são pequenices, são só palavras.
Quase sempre, letras por si só não representam nada, são pequenices, são só letras.
Mas, as coisas maiores, tudo aquilo que é grandemente belo, só existe porque as pequenices as fazem existir.

O pequeno se direciona para o grande.
O grande só é grande porque o pequeno o faz.

Os pequenos riachos correm para formar os grandes rios.
Os rios, tão menores, se apressam para abraçar o azul do mar.
A beleza das árvores só existe porque milhares de pequenas folhas as esculpem.
Como seriam as rimas dos pobres poetas se pequeninas palavras não existissem?

Incêndios se iniciam de pequenas fagulhas.
Minúsculas farpas provocam grandes dores.
Pequenos gastos fazem nascer gigante dívida.
Dos mais singelos sentimentos brotam os grandes amores.

E depois de engrandecidos...
Depois de agigantados...
Depois de maximizados...
Depois de estabelecidos...

Como detê-los?
Como diminuí-los?
Como desviá-los?
Como destruí-los?

Se o sentimento já existe.
Se o desejo de estar contigo persiste.
Se o amanhecer sem você é triste.
Se a vida sem sua presença inexiste.

Então,
Tudo o que é grande minimiza.
Toda beleza pelo horror é acolhida.
A pequenez da tristeza se prioriza.
Vivendo à sombra de uma paixão que é proibida.

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