
Há poucas coisas nessa vida que me irritam tanto quanto a intolerância.
Sim, afinal a intolerância é característica de quem não consegue lidar com o que é alheio. Seja o que for, não importando o ser. Sejam defeitos, qualidade ou nenhum dos dois.
O intolerante pode ter outros nomes: inflexível, intransigente, rígido, exigente, implacável. Necessariamente, sempre há um intolerante ao seu lado. Aquele sujeito que não perde qualquer oportunidade de criticar até o piscar de olhos do vizinho. Tudo o irrita. Tudo o tira do sério.
É intolerância de todos os lados. Intolerância religiosa, justificada em nome de Deus. Intolerância política, justificada por ideais. Intolerância nos campos de futebol, como se não fosse por diversão. Intolerância racial, como se não fôssemos todos da raça humana. Intolerância por sexualidade, por idade, por etnia, biótipo, por deficiência, por tão somente atitudes.
Geralmente, o indivíduo intolerante é aquele que franze a testa em sinal de rejeição enquanto o outro fala. É o articulador de caras e bocas ao menor sinal de existência de outro ser.
Podemos dizer, quase sem medo de errar, que o preconceito e a discriminação antecedem esse tipo de atitude. E incita o ódio, que pode variar de sua forma mais amena até as mais severas.
Por intolerância vivemos a história fétida de um livro chamado holocausto cujas páginas negras não se apagam nem se arrancadas. E o que dizer de tantas guerras e conflitos, dentre outros extremos comportamentos de violência causados pela falta de condescendência. São aqueles que simplesmente não aceitam nenhuma outra maneira de ver o mundo que esteja fora do alcance de sua própria vista.
O mais lamentável e pertinente citar é que a intolerância se alastrou de tal modo a impregnar-se em nosso cotidiano. E que fazemos parte desse, antes seleto, mas hoje intenso grupo, quando torcemos o nariz ao ouvir uma opinião contrária à nossa. Por não tolerar as limitações do outro, casais que comumente se amam têm avolumado o índice de divórcios. Depois, esses mesmos, intolerantes pela solidão, passam a buscar novo amor.
Pela intolerância da convivência, amigos se desentendem e se distanciam. Mas, passado isso, acrescem os cadastros em sites de relacionamento garimpando novas amizades que possam desfrutar.
Talvez essa modernidade toda tenha grande parte de culpa nessa história. Afinal, a facilidade que temos em conhecer pessoas é algo inédito em todo o mundo. Ora, qual seja tamanha ironia. Aproximamo-nos das máquinas eletrônicas com o intuito de conhecermos mais gente. Tal investimento nos despende tamanho tempo que torna impossível cultivarmos um relacionamento real, à moda antiga. Claro, não podemos ignorar o primeiro, mas valorizá-lo acima de tudo implica necessariamente o detrimento do segundo.
Pode ser que não se tenha registrado outros grandes tenebrosos acontecimentos causados pela intolerância, nos dias de hoje. Mas os pequenos e frequentes eventos ocasionados pela mesma atitude certamente têm levado ao isolamento nossas incontáveis pobres almas. Até o momento em que não desenvolvermos intolerância a esse tipo de tecnologia. Nesse instante, essas miseráveis máquinas desalmadas estarão fadadas ao nosso chacoalhar de ombros. Bem, ao menos elas não sentem.
Até mais ver, e vê se me lê!
Sim, afinal a intolerância é característica de quem não consegue lidar com o que é alheio. Seja o que for, não importando o ser. Sejam defeitos, qualidade ou nenhum dos dois.
O intolerante pode ter outros nomes: inflexível, intransigente, rígido, exigente, implacável. Necessariamente, sempre há um intolerante ao seu lado. Aquele sujeito que não perde qualquer oportunidade de criticar até o piscar de olhos do vizinho. Tudo o irrita. Tudo o tira do sério.
É intolerância de todos os lados. Intolerância religiosa, justificada em nome de Deus. Intolerância política, justificada por ideais. Intolerância nos campos de futebol, como se não fosse por diversão. Intolerância racial, como se não fôssemos todos da raça humana. Intolerância por sexualidade, por idade, por etnia, biótipo, por deficiência, por tão somente atitudes.
Geralmente, o indivíduo intolerante é aquele que franze a testa em sinal de rejeição enquanto o outro fala. É o articulador de caras e bocas ao menor sinal de existência de outro ser.
Podemos dizer, quase sem medo de errar, que o preconceito e a discriminação antecedem esse tipo de atitude. E incita o ódio, que pode variar de sua forma mais amena até as mais severas.
Por intolerância vivemos a história fétida de um livro chamado holocausto cujas páginas negras não se apagam nem se arrancadas. E o que dizer de tantas guerras e conflitos, dentre outros extremos comportamentos de violência causados pela falta de condescendência. São aqueles que simplesmente não aceitam nenhuma outra maneira de ver o mundo que esteja fora do alcance de sua própria vista.
O mais lamentável e pertinente citar é que a intolerância se alastrou de tal modo a impregnar-se em nosso cotidiano. E que fazemos parte desse, antes seleto, mas hoje intenso grupo, quando torcemos o nariz ao ouvir uma opinião contrária à nossa. Por não tolerar as limitações do outro, casais que comumente se amam têm avolumado o índice de divórcios. Depois, esses mesmos, intolerantes pela solidão, passam a buscar novo amor.
Pela intolerância da convivência, amigos se desentendem e se distanciam. Mas, passado isso, acrescem os cadastros em sites de relacionamento garimpando novas amizades que possam desfrutar.
Talvez essa modernidade toda tenha grande parte de culpa nessa história. Afinal, a facilidade que temos em conhecer pessoas é algo inédito em todo o mundo. Ora, qual seja tamanha ironia. Aproximamo-nos das máquinas eletrônicas com o intuito de conhecermos mais gente. Tal investimento nos despende tamanho tempo que torna impossível cultivarmos um relacionamento real, à moda antiga. Claro, não podemos ignorar o primeiro, mas valorizá-lo acima de tudo implica necessariamente o detrimento do segundo.
Pode ser que não se tenha registrado outros grandes tenebrosos acontecimentos causados pela intolerância, nos dias de hoje. Mas os pequenos e frequentes eventos ocasionados pela mesma atitude certamente têm levado ao isolamento nossas incontáveis pobres almas. Até o momento em que não desenvolvermos intolerância a esse tipo de tecnologia. Nesse instante, essas miseráveis máquinas desalmadas estarão fadadas ao nosso chacoalhar de ombros. Bem, ao menos elas não sentem.
Até mais ver, e vê se me lê!
O seu texto é muito bom mesmo. Estava atras de uma imagem para colocar no meu blog, ehehehehe Se vc é a dona da imagem eu não uso, se não é dona, vou pegar prá mim, se vc deixar ehehehe.
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